terça-feira, 5 de junho de 2018

SOULFLY - SOULFLY

Depois da conturbada saída da Sepultura, da qual viviam o seu auge, Max Cavalera criou a Soulfly, para assim dar continuidade a sua carreira artística. Na época, este primeiro álbum foi aguardado com grande expectativa pelos fãs do Max e também da Sepultura. Bem, "Soulfly" foi um disco que foi amado, mas também odiado pelo público, já que imaginavam um álbum como "Arise" ou "Point-Blank" da Nailbomb. Na verdade, "Soulfly" é uma continuação de "Roots", como disse Max várias vezes, uma vez que muita das letras remetem bem ao Brasil e a parte sonora segue o ritmo desenvolvido no seu último álbum gravado com a Sepultura, isto é, guitarras com afinação baixa, riffs simples e diretos, bateria tribal, agressividade e experimentalismo. Neste ano de 2018, "Soulfly" completou 20 anos do seu lançamento e essa discussão ainda persiste, seja para o bem ou para o mal. Portanto, vou falar das coisas boas desse registro, uma vez que "Soulfly" foi importante para mim e eu escutei isso demais durante o meu crescimento. Independente de rótulos, esse álbum é intenso, pesado, belo mas também cheio de raiva, devido as tragédias envolvendo Max Cavalera. "Soulfly" é repleto de convidados especias, sendo uma característica marcante em todos os álbuns da Soulfly e pessoas de bandas como Fear Factory (Burton C. Bell, Dino Cazares e Christian Olde Wolbers), Nação Zumbi (Jorge du Peixe e Gilmar Bolla Oito), Chino Moreno (Deftones), Paul Booth (tatuador), Benji (Dubwar) e entre outros, tendo como destaque negativo a participação do oportunista e modista Fred Durst (Limb Bizkit - esse cara conseguiu ser odiado por todos do metal). As minhas faixas favoritas desse álbum são "Eye For An Eye", "Bumbklaatt" (esses dois sons estão relacionados com rompimento com a Sepultura e algumas das linhas de "Bumbklaatt" foram escritas para Wagner Lamounier da Sarcófago), "No Hope = No Fear" (com apenas uma corda de guitarra é possível tocar esse som), "Tribe", "Bumba", "Soulfly", "Quilombo", "Fire", "No", "Cangaceiro" e os dois covers da Discharge, que na minha opinião são um dos melhores covers já feitos desta grande banda de hardcore. Se não tivesse rolado toda essa treta entre Max e Sepultura, imagino que a maioria dessas músicas estariam no álbum que sucederia "Roots", exceto as faixas que falam diretamente desse fato. "Soulfly" foi produzido por Ross Robinson, que também produziu "Roots" e era o cara desse tempo. Enfim, eu vivi bons momentos escutando este álbum e tudo isso tem um caráter de nostalgia de uma era muito boa ao redor de amigos. Massa! Soulfly: Max Cavalera (4 stringz, lyrical terrorist, soul), Jackson Bandeira (guitarz), Marcello D. Rapp (bazz) e Roy "Rata" Mayorga (drumz). 


After the troubled departure of Sepultura, from which they lived their best moment as a band, Max Cavalera created Soulfly, to continue his artistic career. At the time, this first album was awaited with great expectation by fans of Max and also of Sepultura. Well, "Soulfly" was an album that was loved but also hated by the public, since they imagined an album like "Arise" or "Point-Blank" of Nailbomb. In fact, "Soulfly" is a continuation of "Roots", as Max said several times, since many of the lyrics refer to Brazil and the music follows the rhythm developed in his last album recorded with Sepultura, guitars with low pitch, simple and direct riffs, tribal drums, aggression and experimentalism. In this year 2018, it has been 20 years since the release of "Soulfly", and this discussion still persists, whether for good or ill. So I'm going to talk about the good things about this record, since "Soulfly" was important to me and I listened to it a lot during my teenage years. Regardless of musical style, this album is intense, heavy, beautiful but also full of anger due to the tragedies involving Max Cavalera. "Soulfly" is full of special guests, which is a hallmark feature on all Soulfly albums and people from bands such as Fear Factory (Burton C. Bell, Dino Cazares and Christian Olde Wolbers), Nação Zumbi (Jorge du Peixe and Gilmar Bolla Eight), Chino Moreno (Deftones), Paul Booth (tattoo artist), Benji (Dubwar) and others, with negative participation by opportunist and trend of the past Fred Durst (Limb Bizkit - this guy got the award for being the most hated person in the metal world). My favorite tracks on this album are "Eye For An Eye", "Bumbklaatt" (these two sounds are related to breakup with Sepultura and some of the lines from "Bumbklaatt" were written for Sarcófago's Wagner Lamounier), "No Hope = No Fear" (with only one guitar string it is possible to play this song), "Tribe", "Bumba", "Soulfly", "Quilombo", "Fire", "No", "Cangaceiro" and both covers songs of Discharge, which in my opinion are one of the best covers ever made for this great hardcore band. If all this bullshit between Max and Sepultura never happened, I figure most of those songs would be on the album after "Roots", except the tracks that speak directly about that fact. "Soulfly" was produced by Ross Robinson, who also produced "Roots" and he was the guy from that time. Anyway, I've had good times listening to this album and all this has a nostalgic character of a very good era together with friends. Great! Soulfly: Max Cavalera (4 stringz, lyrical terrorist, soul), Jackson Bandeira (guitarz), Marcello D. Rapp (bazz) and Roy "Rata" Mayorga (drumz).

Thrash Metal / Nu Metal / Groove / Tribal / Experimental - Phoenix - Arizona - E.U.A. / U.S.A.

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